“Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor muito excede o de finas jóias…”
Provérbios 31:10
Hoje em dia vemos mulheres preocupadas com beleza exterior, carreira, dinheiro, fama, no entanto, matrimônio, filhos e edificar um lar não estão entre os objetivos principais das mulheres modernas. Muitas alegam que isso se deve ao fato da Igreja não ter acompanhado os avanços do mundo moderno, que a Igreja é retrógrada, e acabam preferindo ser escravas de seus empregadores do que servirem a seus maridos. Acusam a Igreja de ser machista, mas o que muitas não sabem, ou não percebem é que na verdade foi o Cristianismo quem libertou a mulher
da condição de quase escrava que se encontrava no mundo
pagão. O Papa João Paulo II afirmou na Carta Apostólica “Dignitatem
Mulieris” (n. 12) que: “Admite-se universalmente — e até por parte de
quem se posiciona criticamente diante da mensagem cristã — que Cristo se
constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira
dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. Às
vezes, isso provocava estupor, surpresa, muitas vezes raiando o
escândalo: “ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4,
27), porque este comportamento se distinguia daquele dos seus
contemporâneos. Ficaram admirados até os próprios discípulos de Cristo. O
fariseu, a cuja casa se dirigiu a mulher pecadora para ungir os pés de
Jesus com óleo perfumado, disse consigo: “Se este homem fosse um profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que o toca: é uma pecadora” (Lc 7,
39). Estranheza ainda maior ou até santa indignação deviam provocar nos
ouvintes satisfeitos de si as palavras de Cristo: “Os publicanos e as
meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus (Mt 21, 31)”.
Cristo resgata a mulher de sua condição de renegada, lhe dá amparo, permite que a mulher desenvolva toda sua feminilidade, e viva plenamente sua natureza, conforme Deus a criou. A mulher moderna, no entanto, vive presa a esteriótipos ditados pela sociedade, tem que bater metas, trabalhar 8 horas ou mais fora de casa, adminsitrar seu lar, sem estar desarrumada, pois vive presa na ditadura da beleza. Toda essa pressão gera uma sensação de eterna insatisfação, pois é humanamente impossível ser tudo aquilo que a sociedade exige para sermos felizes. Nunca se viu tantas mulheres frustradas, infelizes e depressivas. A liberdade proclamada pelo mundo, se tornou sua própria prisão.




